Dancem, macacos. Dancem!
Em tempo: o vídeo foi criado por Ernest Cline, numa abordagem divertida que apresenta a realidade do pensamento humano.
A diva Claudia Raia, que se apresenta hoje na abertura do 28º Festival de Dança de Joinville, chegou à cidade ontem e concedeu entrevista coletiva para a imprensa. Bom, deixa eu explicar: refiro-me à ela como diva porque, diferente de tantas outras atrizes, estrelismo parece não fazer parte de sua personalidade. Sempre sorridente e bem humorada, respondeu a todas as perguntas de forma completa, esbanjando conhecimento.
Ah, vocês acreditam que a Claudia foi capaz de dizer que não deve ser tão talentosa, pois fica repetindo, repetindo e repetindo os passos e as cenas, a fim de deixar o espetáculo impecável? Que modéstia, não? Além de ser a protagonista do musical e de ter se virado nos 30 para aprender a cantar direitinho, a atriz e bailarina foi também a responsável por visitar cerca de 100 possíveis patrocinadores, com o objetivo principal de poder popularizar as apresentações. "Tem horas que eu tenho vontade de chamar um táxi e ir pra Lua", admitiu. Mas ainda bem que a paixão pela arte fala mais alto. Sorte nossa!
Almejando um "país das maravilhas" diariamente, nada mais propício do que começar a semana pensando um pouquinho em/como Alice, sob o alerta da Duquesa: "Nunca imagine que não ser diferente daquilo que pode parecer aos outros que você fosse ou pudesse ter sido não seja diferente daquilo que tendo sido poderia ter parecido a eles ser diferente.”Preciso de óculos (mas sou teimosa e uso lentes de contato), adoro tomar chá (principalmente de canela com leite) e faço meus rituais de “embelezamento da pele” na pia em frente ao espelho. Deve ser por isso que eu adorei essas criações e quero ter acesso a elas o quanto antes! E ah, não importa muito o formato dos óculos: o que importa é que ele pode combinar com todas, todas as roupas que eu vestir. Não é o máximo? I want everything!
"Essa voz nos fará falta ainda que seguirá ressoando a partir de seus livros. Seguirá estando, sempre esteve, do lado dos perdedores", disse Eduardo Galeano, sobre a morte de José Saramago.
Não sei se acho graça ou se fico indignada com as pessoas que parecem ter prazer em reclamar. Isso mesmo, reclamar. Se tá calor, querem o frio. Mas, se tá frio, clamam por temperaturas altas. Dá pra entender? Não, eu acho que não. Seria hipócrita da minha parte me isentar dessas queixas. Porém, minha consciência está bem tranquila quanto à isso, visto que, antes de reclamar, paro para pensar no real motivo da insatisfação. Até porque reclamar da chuva, quando se precisa pegar ônibus e saber lidar com muita gente, guarda-chuvas molhados e bolsas à tiracolo batendo nas cabeças alheias é passível de uma reclamaçãozinha, não?
A Copa é só mais uma ocasião que me faz questionar o motivo de tantas reclamações. Se a TV tá transmitindo algum jogo de futebol, dizem "que droga!". Se não é futebol, no entanto, amaldiçoam o Gugu, o Faustão e sei lá mais quem faz a alegria de muitos nas tardes dominicais. E assim é diariamente. Se é segunda-feira, falta muito pro final de semana. Em compensação, se já é sexta, a frustração é não ter nada programado para os dias de folga. Se está trabalhando, a reclamação é com relação ao chefe, aos colegas, ao ambiente de trabalho. Se está desempregado, implora por aquele mesmo chefe, os mesmos colegas, o mesmo ambiente.
Acho que Clarice Lispector me ajudou a entender porque gosto tanto de desenhos e pinturas: é que o processo criador de um pintor e de um escritor são da mesma fonte. O texto deve se exprimir através de imagens, me disse ela, e as imagens são feitas de luz, cores, figuras, perspectivas, volumes e sensações.
Depois veio a nora de Ipanema com dois netos e a babá. O marido viria depois. E como Zilda — a única mulher entre os seis irmãos homens e a única que, estava decidido já havia anos, tinha espaço e tempo para alojar a aniversariante — e como Zilda estava na cozinha a ultimar com a empregada os croquetes e sanduíches, ficaram: a nora de Olaria empertigada com seus filhos de coração inquieto ao lado; a nora de Ipanema na fila oposta das cadeiras fingindo ocupar-se com o bebê para não encarar a concunhada de Olaria; a babá ociosa e uniformizada, com a boca aberta.
— Até o ano que vem! repetiu José a indireta feliz, acenando a mão com vigor efusivo, os cabelos ralos e brancos esvoaçavam. Ele estava era gordo, pensaram, precisava tomar cuidado com o coração. Até o ano que vem! gritou José eloqüente e grande, e sua altura parecia desmoronável. Mas as pessoas já afastadas não sabiam se deviam rir alto para ele ouvir ou se bastaria sorrir mesmo no escuro. Além de alguns pensarem que felizmente havia mais do que uma brincadeira na indireta e que só no próximo ano seriam obrigados a se encontrar diante do bolo aceso; enquanto que outros, já mais no escuro da rua, pensavam se a velha resistiria mais um ano ao nervoso e à impaciência de Zilda, mas eles sinceramente nada podiam fazer a respeito: "Pelo menos noventa anos", pensou melancólica a nora de Ipanema. "Para completar uma data bonita", pensou sonhadora.
A minha diferença para o resto do mundo é que a felicidade não é suficiente para mim. Eu exijo euforia!Essa frase aí é do Calvin, um garoto de 6 anos que dedica parte integral do seu tempo para infernizar a vida dos outros. O grande barato é que ele tem preocupações de adulto, mas reações de crianças.
Não sei se com razão ou sem, mas liguei tal frase imediatamente a um filme que assisti há pouco tempo, O Show de Truman. Nele, um pacato vendedor de seguros, interpretado por Jim Carrey, tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre ser um astro de um reality show desde que nasceu. A reviravolta acontece, no entanto, quando Truman decide não aceitar mais a realidade do mundo em que vivia e começa a velejar em busca de seu sonho... em busca da liberdade. Ele sobrevive a uma imensa tempestade provocada propositalmente e chega, enfim, a porta de saíde. Após um rápido diálogo com Cristhof, o criador do programa, Truman executa sua saudação padrão - "caso não os veja de novo, tenham uma boa tarde e uma boa noite" - acompanhada de uma reverência e atravessa a porta, levando ao delírio milhões de telespectadores que, de certa forma, também estavam se libertando do consumo desenfreado e irreflexivo.
Este é o meu trecho favorito do filme, que mostra que, assim como Calvin, Truman não estava satisfeito com as condições em que vivia, embora fossem confortáveis e não apresentassem nenhuma turbulência. Acho que, de alguma forma, eu também não fico satisfeita com o que se apresenta diariamente na minha vida... não é ingratidão, não. É apenas uma vontade inexplicável de fazer cada vez mais e melhor.
1. Há anos ele vinha passando longos períodos no Barein demonstrando sua intenção de fixar residência no país.
24. No telefonema de emergência, em NENHUM momento o nome de Michael Jackson foi citado, apenas de um “homem que estava mal”.
48. Não foi feito o exame de DNA para confirmação da identidade. Ora, uma pessoa que teria feito 12 cirurgias plásticas só nos útlimos meses poderia ser identificado civilmente apenas por reconhecimento visual?©2009 Organização Somática | by TNB