15 de fev. de 2010

Alalaôôô

Felizmente meu sábado de carnaval foi muito além do rebolation. No Centro de Joinville, milhares de pessoas prestigiaram a explosão de cores que desfilou na rua Rio Branco (rua esta, aliás, que eu gosto muito, principalmente no trecho que compreende o Museu Nacional de Imigração e Colonização e a Rua das Palmeiras). Seis blocos e três escolas de samba mostraram que, mais do que samba no pé, têm criatividade e vontade de fazer o carnaval da cidade cada vez melhor.

Nunca gostei muito de carnaval, a não ser por poder tirar uma folguinha e passar algum tempo com amigos. Desfiles nunca me atraíram. Nunca mesmo, a ponto de eu me recusar a assistir cinco minutos de qualquer que seja o desfile na Sapucaí ou em qualquer outro sambódromo. Sempre tive a impressão de que o sexo acaba sendo incentivado de maneira errada, como se nos dias de carnaval tudo fosse permitido, desde que se use camisinha. Claro, acho ótimas as iniciativas que distribuem preservativos e atentam para uma relação responsável. Mas, no meu ponto de vista, é muito auê para três ou quatro dias. E, o que era pra ser conscientização, acaba se tornando quase uma prostituição. Bom, cada um aproveita a festa do jeito que quiser... felizmente há incentivo à proteção.

O que mais me chamou a atenção na noite de sábado, em Joinville, foi o público presente nas arquibancadas e calçadas da região central. Foi, de fato, um evento familiar, que compreendeu animação de crianças até de vovós e vovôs presentes - muitos dos quais desfilando alegria. A diversidade foi, realmente, muito mais do que um bloco desfilando na rua, foi uma junção de sorrisos e respeito que, no meu ponto de vista, valeu a festa.

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