22 de dez. de 2009

Pote de ouro no fim do arco-íris

Sempre gostei de cores. Tudo o que tem cor bonita, forte, ou uma mistura delas, sempre me chamou a atenção. Há pouco mais de dois meses me dei conta de que, de alguma forma, acabo sendo influenciada pelas cores que estão ao meu redor. Gosto do preto, do marrom e do azul marinho, mas quando em contato com o vermelho, o amarelo, o verde e o rosa, tenho mais vontade de fazer o que quer que seja. Percebi isso ao olhar para o meu quarto e, com pequenos ajustes no posicionamento de móveis e objetos decorativos, ele ficou mais colorido e, pra mim, consequentemente mais aconchegante. Sem contar que minha biblioteca está visível para quem pela porta dele passa.

Como citei há alguns posts, estou lendo A Cabana. E mais uma parte do livro me saltou aos olhos, quando o autor diz o seguinte: "Ela se movia pelo jardim cortando várias flores e ervas e entregando para Mack carregar. O buquê improvisado ficou bastante grande, uma linda massa aromática diferente de qualquer coisa que ele já havia cheirado e tão forte que quase dava para sentir o gosto". Este trecho realmente ficou impregnado em mim, assim como o sabor das cores. O rosa passou a ter gosto de tutti-fruti, enquanto o verde, com cheiro de grama, tem gosto de brincadeira. Pode parecer meio estranho, mas acho que não importa. O que a gente não consegue sentir ou tocar, a gente consegue imaginar. E a imaginação... ah, essa tem cor, sabor e cheiro de arco-íris. Você consegue sentir?

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